Nomes são chamados.
Eu tenho um nome iniciático.
Numa língua antiga, de uso meramente litúrgico.
Significa, entre outras coisas, "ovo" ou "fruto".
Significa que, em mim, a esterilidade estará sempre no horizonte do possível.
A menos que eu mude.
Por isso, para mim, viver não pode ser outra coisa a não ser o não ser.
Não ser o que está programado para mim.
Onde está escrito: seca, eu leio fértil.
Por isso é que, onde se lê "ovo", leia-se: "crie!"
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